REALCOM 24 de abril de 2023

Transformação digital e LGPD influenciam na procura por profissionais especializados em cibersegurança

A pandemia do Covid-19 trouxe diversos desafios às companhias, principalmente, quanto à digitalização. Ao mesmo tempo em que as empresas migraram para o modelo de trabalho remoto, também aconteceu a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que aumentou a demanda por soluções de cibersegurança para armazenamento de documentos em nuvem e busca por soluções de segurança e privacidade.

A LGPD entrou em vigor em setembro do ano passado e tem como finalidade a proteção de dados pessoais. A lei se aplica a toda operação de tratamento de informações pessoais realizada por empresas privadas, órgãos públicos e pessoas físicas, seja em ambiente online ou offline, independentemente do país onde estes responsáveis pelo tratamento estejam localizados ou do local dos dados. As corporações que violarem essas diretrizes podem receber multas, que chegam a até 2% do faturamento da organização, limitadas a R$50 milhões – uma das justificativas para o aumento na procura por profissionais que compreendam as normas aplicadas.

O que dizem os especialistas

De acordo com Denis Riviello, Head de Cibersegurança da Compugraf – provedora de soluções de segurança da informação e privacidade de dados das principais empresas brasileiras -, todas as organizações, hoje mais do que nunca, devem se preocupar com a cibersegurança. “Não é mais um tópico somente das BIG enterprises, mas sim de todas, independente do tamanho ou segmento. Os impactos de uma violação de segurança pode ocasionar na perda de reputação e credibilidade, imagem prejudicada, prejuízo financeiro, interrupção de Serviços, tudo isso independente do setor de atuação”, explica.

Segundo o levantamento do Cybersecurity Worldforce Study, esse mercado emprega 2,8 milhões de profissionais em dez países, mas o déficit global chega a 4 milhões, com maior lacuna na região da Ásia e Pacífico (2,6 milhões), seguida pela América Latina (600 mil). O Brasil conta com a segunda maior força de trabalho em cibersegurança, atrás apenas dos Estados Unidos.

Alexandre Tibechrani, General Manager Latam da Ironhack, escola global de tecnologia e programação, acredita que o crescimento da procura por esse tipo de profissional está ligado ao maior uso da tecnologia no dia a dia durante o isolamento social. “O mercado de cibersegurança está amadurecendo no Brasil e as companhias buscam alternativas para os desafios impostos e para evitar crimes cibernéticos. Essa atividade criminosa cresceu nos últimos anos e escancarou a vulnerabilidade de empresas e instituições de todos os portes. Por isso, foi necessário desenvolver profissionais competentes e especializados no assunto”, afirma o executivo.

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