14 de julho de 2020

A definição de Guerra Cibernética, o conflito mais comentado do século 21

Uma guerra cibernética, conhecida mundialmente como cyberwar, é uma equiparação entre as guerras tradicionais e os conflitos entre países que ocorrem a partir de ações protagonizadas por tecnologias, como os ataques cibernéticos.

O termo tem ganhado popularidade na mesma medida em que a tecnologia se desenvolve mas também resultou na divisão de opiniões em relação ao seu conceito, sendo que profissionais do mundo todo se dividem em duas:

  • O mundo já sofreu com diversas guerras cibernéticas
  • O mundo nunca sofreu uma guerra cibernética

Esteja o primeiro grupo ou o segundo correto, é fato que muitos países, especialmente os em constantes conflitos como os Estados Unidos investem em seu poder de fogo digital, ação que se popularizou como guerra armamentista.

Esses investimentos envolvem fatores de extrema complexidade, então caso você queira entender esse mundo a fundo, confira nosso artigo sobre guerra cibernética.

Quer o histórico das Guerras Cibernéticas?

A gente sabe como é importante conhecer casos reais para entender melhor o conceito de guerra cibernética, e por isso, preparamos uma linha do tempo com os alguns dos principais eventos dos últimos 10 anos.

linha do tempo: guerra cibernética

O que é uma Guerra Cibernética

O que é uma Guerra Cibernéticas um significado controverso, mas a palavra é normalmente aplicada para definir os conflitos cibernéticos entre países, esses que usualmente não envolvem armas tradicionais ou o conflito armado e sanguinário das guerras tradicionais, mas sim tecnologias milionárias, espionagem, sabotagem e a contratação de milhares de “soldados”, formados por habilidosos cibercriminosos.

O grande questionamento no uso do termo guerra cibernética, é: como é possível equipará-lo com uma guerra? Isso porque historicamente temos conflitos que envolveram a morte de milhares de pessoas e causaram danos físicos que muitos países ainda lutam para recuperarem, algo diferente do que ocorre na ciberguerra.

Por outro lado, a aplicação do sentimento do terror, os impactos no bolso dos governos e suas empresas privadas ou estatais, assim como o roubo e vulnerabilizarão de informações pode causar danos de longo prazo e com possível dificuldade acentuada na resolução e recuperação.

Sendo assim, embora guerra cibernética carregue o seu irmão “guerra” no título, é mais fácil compreende-la quando é desassociada do significado do termo isolado para a criação da nova palavra, que possui seu próprio potencial de devastação.

E é por isso que muitas pessoas são favoráveis ao termo ciberguerra, pois de maneira geral elas causam impactos econômicos, físicos e psicológicos ao país e toda a população que pode sofrer como alvo imediato, quase como uma invasão real de uma nação em outra.

Mas o que a guerra cibernética tem a ver com minha empresa?

É um erro comum achar que as ciberguerras são apenas “assuntos do governo”, e isso é desconstruído facilmente quando refletimos sobre o fato de que toda crise afeta pessoas físicas e jurídicas em algum nível, logo no caso dos conflitos cibernéticos a história não seria diferente.

Por ser um conflito que busca causar impacto nos alvos, o exército de hackers de um país pode mirar em alvos que não possuem relação direta com as causas mas que podem resultar em efeitos devastadores.

E isso pode representar que diversas empresas públicas, como as companhias de transporte, fornecimento de energia e até mesmo os bancos e outras unidades financeiras poderiam ser alvos em potencial, mas empresas privadas como veículos de comunicação, companhias aéreas e serviços essenciais privatizados também podem estar na linha de fogo.

Nas guerras cibernéticas existe o conceito de corrida armamentista, que trata justamente do investimento de países nos recursos tecnológicos de uma ciberguerra, seja para proteção, investigação ou uma potencial investida contra um adversário.

O problema superficial da guerra cibernética é justamente esse, a vulnerabilidade gerada com o investimento, mas existe uma possibilidade muito mais séria.

Para se proteger de uma ciberguerra, o governo precisa realizar um enorme investimento nas soluções de seus dados, mas quando um outro país decide investir recursos igualmente altos contra um adversário e tem o mínimo de sucesso no processo, isso pode significar que dados foram expostos em um ambiente sei lei: a dark web.

Por fim, os impactos de uma guerra cibernética

Quando uma empresa sofre um vazamento de dados, diversos de seus dados são vulnerabilizados e expostos aos cibercriminosos responsáveis, que muitas vezes utilizam a dark web para a realização anônima das ações, esses dados podem ferir a privacidade de todos os stakeholders daquela empresa.

Se um país sofre com um ciberataque, a história não é diferente, mas imagine que agora envolve um alvo que armazena dados importantes de todas as empresas locais, portanto, o impacto tem escala nacional e está muito longe de ser um problema exclusivo do governo.

E pra não parecer também que no fim apenas as empresas são vitimizadas, os países alvos de ataque sofrem com a pressão interna pelo ocorrido, assim como também a perda ou revelação de táticas de guerra, crimes e polêmicas do estado, além de todas as ferramentas utilizadas no processo.

Isso não parece nada bom, não é mesmo?

Com isso em mente, não é nenhuma loucura associar a fragilização das organizações de um país quando este envolve grades investimentos na corrida armamentista, porém ao mesmo tempo é difícil pensar na possibilidade e no resultado da insegurança de um país que não se prepara para uma possível guerra digital.

Segundo o Canaltech, apenas o acesso a serviços secretos a partir de uma rede de computadores de um país neutro já pode significar algo semelhante a invasão de um exército invadindo o território alheio, afinal, não houve autorização para isso.

Mas se as empresas não podem competir com os ataques de um país inteiro, como se proteger caso a segurança do próprio país falhe? Bem, apostar nas melhores soluções disponíveis no mercado, entender a importância de conscientização em segurança da informação e manter-se informado sobre os conflitos no mundo pode ser um bom começo.

Vivemos uma realidade de transformação acelerada e não é incomum que muita gente ainda não faça ideia do que é guerra cibernética, o aprendizado ocorre em tempo real, e infelizmente a desinformação gera vitimas maiores do que o esperado em uma ocorrência como essa.

Depois de entender melhor sobre o que é guerra cibernética, não sei se você ainda acredita ser uma utopia de algumas pessoas ou se ela já está entre nós, mas por via das dúvidas, já ficou claro que o mais importante é proteger você e sua empresa, já que as consequências são reais.

O seu exército está preparado?

As empresas se proteger contra possíveis conflitos cibernéticos, e para isso, é necessário um conjunto de serviços e conhecimento para garantir a melhor defesa.

Conte com a assessoria da Compugraf para a proteção de sua empresa e tenha as melhores soluções disponíveis no mercado

Compugraf

Especialista em segurança de dados e certificada por parceiros reconhecidos mundialmente, a Compugraf está pronta para proteger sua empresa na era digital.

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