12 de abril de 2022

Dispositivos criados para garantir o funcionamento ininterrupto de estruturas críticas de TI e sistemas de informação, em geral, são os novos alvos estratégicos de cibercriminosos

Novos ciberataques têm como alvo dispositivos de fonte de energia ininterrupta (uninterrupted power supply ou UPS), mais conhecidos na forma de no-breaks, por exemplo, que fornecem uma espécie de backup de bateria durante picos de uso e interrupções de energia.

Os dispositivos UPS são geralmente usados ​​em ambientes de infraestrutura crítica, protegendo instalações, equipamentos de TI e importantes sistemas de organizações essenciais. Logo, os riscos de um ataque dessa magnitude podem ser catastróficos, dependendo da organização-alvo.

Essas informações foram divulgadas pela equipe de pesquisa da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA) e o Departamento de Energia dos EUA, que alertaram que agentes maliciosos estão mirando em versões conectadas à Internet de UPSs sobretudo por meio de nomes de usuários e senhas-padrão- embora vulnerabilidades, como bugs de dispositivo – também façam parte das muitas portas de entrada para invasores.

O risco de UPSs vulneráveis

“Nos últimos anos, os fornecedores de UPS adicionaram um recurso de Internet das Coisas [IoT] aos dispositivos, de modo que, agora, eles são rotineiramente conectados a redes cibernéticas para monitoramento de energia, manutenção de rotina e/ou conveniência”, informa o relatório de alerta da CISA, divulgado em março.

“As cargas de UPSs podem variar das mais baixas (por exemplo, alguns servidores) a grandes (por exemplo, um prédio) ou massivas (por exemplo, um data center)”, diz a CISA.

Se os invasores conseguirem controlar remotamente os dispositivos, eles poderão ser usados ​​para uma série de fins potencialmente catastróficos.

Por exemplo, cibercriminosos podem usá-los como ponto de partida para violar a rede interna de uma empresa e roubar dados. Ou, em um cenário mais controverso, eles podem ser usados ​​para cortar a energia de aparelhos, equipamentos ou serviços de infraestrutura crítica, o que pode causar danos físicos em um ambiente industrial ou interromper os serviços de negócios, levando a perdas financeiras significativas.

Além disso, os ciberataques também podem executar código remoto para alterar a operação dos próprios UPSs ou danificá-los fisicamente (ou danificar os dispositivos conectados a eles).

“É fácil esquecer que todos os dispositivos conectados à Internet correm maior risco de ataque”, observou Tim Erlin, vice-presidente da Tripwire, à imprensa. “Só porque um fornecedor oferece a possibilidade de conectar um dispositivo à Internet, não significa que ele esteja configurado para ser seguro. Cabe a cada organização garantir que os sistemas que utilizam sejam configurados com segurança.”

Corrigir a vulnerabilidade de UPSs não é difícil, porém…

Os responsáveis ​​pela manutenção dos UPSs, que, de acordo com o que a CISA observou, pode incluir equipe de TI, equipe de operações, operadores de manutenção industrial ou terceirizados de serviços de monitoramento, têm uma solução fácil para o problema: enumerar todos os UPSs com IoT conectados e, simplesmente, deixá-los offline.

Se a manutenção de uma conexão IoT ativa for um requisito, os administradores devem alterar as credenciais padrão para uma combinação forte de nome de usuário e senha – e, de preferência, implementar também a autenticação multifator (MFA), acrescentou a CISA.

Outros recursos de mitigação, de acordo com o relatório, são: garantir que os UPSs estejam por trás de uma rede privada virtual (VPN) e adotar recursos de bloqueio de login após determinado período, para que os dispositivos não estejam continuamente online e vulneráveis.

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